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Os pilotos (5/8).

Bruno Roballo.

A ASSEKA tem alguns historiadores do automobilismo, o Edu, Vinícius e claro, o Roballo. Dá para passar horas ouvindo os caras contarem histórias. O Bruno gosta tanto do nosso automobilismo querido que virou até bandeirinha de corrida.

Tem experiência em várias categorias, principalmente Fórmula 1. Até o Alex Dias Ribeiro ele chama de tio. Não sei se é tio mesmo, mas dá pra perceber que ele tem intimidade com o meio. 🙂

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O Bruno é um dos estreantes do ano. E tem feito uma temporada bem estável e entre os cinco melhores. Das oito corridas disputadas até aqui, esteve em seis pódios. É ou não é um piloto estável? Seu melhor resultado foi um segundo lugar.

É também um empolgado, no bom sentido da palavra. Nunca vê a hora da próxima corrida. Enche minha caixa de e-mails e é um baita de um atuante. Já fez briefing, já orou, já criticou, já opinou, ou seja, participa mesmo. Se todos fossem assim….

Como ele mesmo me disse uma vez, esse ano é o ano do aprendizado. Confesso que estou um tanto quanto curioso para vê-lo atuando ano que vem.

Sorte!

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Os pilotos (4/8).

Eduardo Benvenuti.

Se algum dia me perguntarem o que a ASSEKA tem de valor, uma das coisas que eu responderia seria: Pessoas como o Edu. Típica pessoa boa de coração, por isso acaba sendo um ótimo piloto.

Saber respeitar e ter atitude competitiva dentro da pista não é fácil, e isso ele sabe fazer muito bem. Mesmo quando ele fica puto da vida, como na última etapa, não perde a cabeça….hehehe.

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Sua primeira participação na ASSEKA, acreditem, foi na primeira corrida organizada, em 2004. Corrida essa que marcou o início das atividades.

Voltou em 2006.

2007 acredito que tenha sido para ele, o ano de maior intensidade no automobilismo (como piloto). Assim que ingressei no Campeonato Paulista da Granja, o convidei para entrar na minha equipe. Marcava presença nos treinos noturnos pilotando e ajudando a acertar o kart. A cada treino o cara andava mais. Ele deve ter gostado da experiência, pois nem o adesivo da Telhanorte ele tirou do capacete! Ah, o macacão dele, na verdade é meu….também gostou, eu acho.

Essa melhora não foi só no kart do paulista, mas no campeonato da ASSEKA também. É disparado o piloto que mais evoluiu em maturidade e, principalmente, pilotagem. E olha que ele teve exemplos não muito bons em 2007, especialmente nos treinos da Pró-500. Ele sabe muito bem.

Já levou um monte de amigos para a ASSEKA, inclusive o pai.

Venceu, já fez volta mais rápida, já passou dos 140 pontos e esteve presente 15 vezes no pódio. Todas muito merecidas.

Alvo por diversas vezes deste que vos escreve no blog. Faço isso, pois sei que ele me dá liberdade para tal. Certa vez escrevi um comentário que no ano que vem ele vai dar trabalho. Esse fato vem se consumando nas últimas etapas e, ele vai mesmo, principalmente pela sua regularidade. Só falta um pouco mais de concentração.

Além de tudo isso, o mais importante, é temente a Deus.

Edu, fé em Deus e pé na tábua, como diria meu pai!

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Os pilotos (3/8).

Felipe Salatino.

Desde 2007 participando do campeonato, a convite do amigo Vinicius Neves.

No ano de estréia, fez corridas medianas e sem muita pretensão. Preparava-se para a temporada desse ano, que começou bem diferente. Será que foi por causa do capacete novo?

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Em sua carreira dentro da ASSEKA, já esteve presente em quatro pódios, dois nesse ano. Em uma das etapas, a vitória passou perto das suas mãos. Fez pole, liderou por diversas voltas, mas perdeu posições importantes. Se não me engano, na chuva.

É uma amante da Granja Viana. Não sei se é pelo fato de morar próximo ao kartódromo ou, se mora lá por causa do kartódromo. Falou em Granja, Felipe está confirmado.

Uma das corridas em que mais se destacou foi na oitava etapa. Disputou ferrenhamente a quarta posição do início ao fim da corrida com dois pilotos, um deles o atual campeão. Mas lhe faltaram paciência e tranqüilidade.

Piloto extremamente cauteloso e tranqüilo. É, sem dúvida nenhuma, um piloto que merece entrar para o hall dos vencedores há muito tempo.

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Os pilotos (2/8).

Ronaldo Lacerda.

Grande amigo, e sem dúvida o maior incentivador da ASSEKA.

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Conheceu a ASSEKA no Planet Kart, em 2005, e logo se inscreveu. Naquele mesmo ano começava sua jornada assekiana, como ele mesmo diz. Em 2005 participou do campeonato 2 e desde então não abandonou mais a ASSEKA. Mesmo nos momentos difíceis, onde eu mesmo queria parar com tudo, ele sempre esteve me incentivando e motivando. Suas orações foram ouvidas amigão!

2006, em minha opinião, seu melhor ano na ASSEKA, terminando como vice-campeão, longe do primeiro, é verdade, mas sempre muito competitivo.

Em 2007 as coisas complicaram para a ASSEKA, poucos pilotos no grid, algumas decepções e, como eu disse acima, o Ronaldo sempre se fez muito presente, tentando ajudar, incentivando e levantando a moral dos pilotos.

Infelizmente um grave problema de saúde o abateu e fez com que nosso amigo se ausentasse por várias etapas. Graças ao nosso Deus, ele foi curado, recuperou peso (até passou um pouco do limite) e voltou a andar conosco. Hoje está 100% recuperado! (Só falta a forma física 🙂 ).

Esse ano tem sido cheio de altos e baixos, na pista, alguns resultados bons, outros nem tanto, mas que de uma forma ou de outra o garantiram participar do encontro com a Fórmula Bertão para defender o verde vaga-lume da ASSEKA. Esse eu tenho certeza que vai correr pelo “time”.

Alguns números para ilustrar a sua importância dentro da ASSEKA:

– 27 corridas disputadas, desde 2005;
– 15 vezes no pódio;
– 154 pontos;
– 2 vitórias.

Até quando ele não podia correr, aparecia no kartódromo para assistir a corrida!

Ronaldo é muito importante para a ASSEKA e com certeza, tem sido usado por Deus para nos abençoar com sua conduta dentro e fora da pista.

Exemplo de hombridade, humildade, amizade e espírito de coletividade, além de bom de braço.

É um exemplo a ser seguido por todos.

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Os pilotos (1/8).

Seguindo a ordem, como havia dito no post de ontem, começarei pelo piloto Bruno Escarim, ou seja, eu mesmo.

Não vou escrever em terceira pessoa, pois acho desnecessário, ainda mais num blog. Vamos lá!

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Que eu me lembre, ando de kart a mais de 15 anos. Lembro que quando descobri a febre de kart indoor cheguei a ir ao kartódromo em um dia e voltar no dia seguinte, de manhã para abrir o lugar com o proprietário e ser o primeiro a pilotar, tamanha era a vontade de acelerar. Nas duas corridas que fiz lá, venci!

Comecei a procurar mais lugares para andar, só que no inicio, o valor era muito alto para meia hora de diversão (mais de 100 Reais em alguns lugares) e muitas vezes não tinha nem classificação, você alugava o kart, sentava, entrava na pista, ficava meia hora rodando e parava. Era assim. Em kartódromos indoor.

Passaram-se vários anos e eu abandonei literalmente. Não tinha grana, pois era criança, e meus pais nunca me incentivaram pra valer e assim foi. Nunca deixei de assistir corridas e me interessar por automobilismo. Acho que isso manteve vivo o meu gosto pelo esporte.

Depois desse buraco automobilístico na minha vida, em 2001, fui convidado por um amigo para passar o dia em Limeira andando com o kart dele. Foi uma das melhores experiências da minha vida. Era a minha primeira pilotada num kart profissional. Deu medo.

Ralei um ano todo no meu primeiro emprego, consegui juntar uma grana e comprei meu primeiro kart. Era um chassi Mini, 97, com um motor Riomar V4 e carenagem azul. Eu achava lindo.

Assim que sobrou um tempo, desci com meu pai para Cubatão testar o bólido no kartódromo de lá, que por sinal, na época era horrível. Tinha mais buraco do que a Fernão Dias. Percebi que precisava de muita manha para fazer o motor falar alto. Carburação, pressão de pneu, relação coroa-pistão, abertura de chassi, e por ai vai. Como era difícil. Por não saber carburar, meu kart parecia caminhão desregulado, soltava muita fumaça e eu gastava muito combustível. Até que uma alma solidária nos ajudou a carburar. Pra piorar a situação, o carburador era duplo, mas reguladinho era um canhão. Depois desse episódio, todo mês passava o domingo em Atibaia. Aprendi muita coisa.

Em 2003 participei pela primeira vez de um campeonato, amador por sinal, mas muito bacana e que me rendeu vários frutos. Corri na AMIKA por três anos, patrocinado pela Telhanorte.

A ASSEKA nasceu em 2004, debaixo de muito preconceito e descrença, mas o Deus que eu acredito foi maior e, é maior do que tudo isso. A ASSEKA continua viva e cada dia mais forte, para a honra e glória de Jesus. E vocês já conhecem o restante da história.  A parte mais intensa da minha vida automobilística começou após a ASSEKA.

Em 2005 realizei um baita sonho, pilotar em Interlagos. Fiz um curso de fórmula pela Alpie e foi simplesmente sensacional! Recomendo e faria mais umas duas mil vezes. Pena que é caro, mas vale cada centavo.

Em 2007 consegui realizar mais um sonho, participar de um campeonato profissional de kart. O campeonato escolhido foi o Paulista da Granja Viana, na categoria Pró-500. De cinco corridas que participei, peguei três pódios. Fui patrocinado pela Telhanorte e Weber Quartzolit nesse período.

Em relação ao encontro, peguei a ultima vaga pelo critério do regulamento, que prevê uma vaga para a organização. Acho que mereço!

Amanhã tem mais, de outro piloto.

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Os pilotos (0/8).

Amanhã vou começar uma série de posts relacionados ao encontro com a Fórmula Bertão, marcado para 4 de Outubro, na Granja Viana.

Vou tentar escrever um pouco sobre o que eu sei e venho acompanhando dos pilotos classificados para esse encontro. Essa é a forma que encontrei de homenageá-los, principalmente, porque, em sua maioria têm ajudado e contribuído de monte na ASSEKA.

Não planejei nada e nem escrevi nada antes, ou seja, tudo o que será postado vai sair na hora mesmo! Quero ver no que vai dar. Ah, também não tenho hora para postar, ou seja, passem por aqui de vez em quando.

Seguirei a ordem de classificação (para o encontro), ou seja, do sétimo ao primeiro colocado.

Amanhã – Bruno Escarim
Sábado – Ronaldo Lacerda
Domingo – Felipe Salatino
Segunda – Eduardo Benvenuti
Terça – Bruno Roballo
Quarta – Elton Andrade
Quinta – Lucas Monte
Sexta – Vinicius Neves

Então, até amanhã.

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Leituras automobilísticas…

Ultimamente tenho lido muitos artigos e livros sobre automobilismo. É uma maneira que encontro para relaxar, me divertir e aprender tanto sobre como pilotar rápido mas também como me dar bem em qualquer aspecto da vida.

Mês passado li o livro “A Máquina”, que é sobre a carreira de Michael Schumacher. O livro é fantástico, e mostra a ascenção do alemão desde as categorias de base até os 5 títulos seguidos, e depois sobre suas 2 últimas temporadas. Mostra o quão bom ele era em unir e motivar pessoas e como isso, aliado à sua grande velocidade, o tornou o piloto com os melhores números de todos os tempos (não entrarei no mérito se foi ou não o melhor, o mais rápido, etc).

No momento estou lendo o livro “Speed Secrets 2: More Professional Race Driving Techniques”. O livro é fantástico, e é escrito pelo Ross Bentley, que foi piloto da Indy e hoje trabalha como “coach” para pilotos. Ele mostra que o piloto deve ser polivalente, devendo possuir alguns grupos de características (descreverei apenas as mais importantes para o nosso caso):

1) Habilidades de Pilotagem:

– Velocidade: capacidade de pilotar rápido
– Classificação: capacidade de realizar “flying laps”
– Adaptabilidade: capacidade de pilotar de acordo com as condições do carro e da pista
– Destreza: conjunto de capacidades que inclui saber ultrapassar, saber ser ultrapassado, fazer estratégias, posicionar seu carro para benefício próprio e de mais ninguém, etc

2) Capacidade Física:

– Controle do Carro: coordenação motora para aplicar ao carro o desejado
– Sentir a Velocidade: saber entrar em uma curva sempre na mesma velocidade, com baixíssima margem de erro (cerca de 0,05%)
– Sentir a Tração: saber se já se está ou não no limite da aderência
– Consistência: capacidade de pilotar no limite em cada curva de uma volta e ao longo de muitas voltas
– Força e Resistência: auto-explicativo; o autor sugere sermos capazes de dirigir um carro de nível superior ao que estamos acostumados

3) Habilidade Mental:

– Concentração: saber adquirir exatamente a quantidade de informação necessária, nem menos, nem mais, e pelo período de tempo necessário
– Comportamento: saber como se comportar, ou seja, saber quando ser agressivo e quando ser paciente, por exemplo
– Maestria: fazer exatamente o suficiente, nem mais, nem menos; economia de movimentos
– Capacidade de Tomar Decisões
– Habilidade e Vontade de Aprender Rapidamente
– Disciplina
– Trabalhar Éticamente
– Motivação
– Comprometimento
– Focar-se na Performance
– Paciência

Ao longo do livro o autor aborda cada ponto detalhadamente, principalmente aqueles sobre como ir mais rápido (é claro). Quando eu terminar a leitura devo escrever um artigo com os pontos principais.

E vocês, têm lido alguma coisa de interessante ultimamente!?

Abraços!!!

Eduardo Benvenuti